A moda como deve ser: para todos!

Só no Brasil, mais da metade da população está acima do peso. Pelo menos é o que diz o Ministério da Saúde, em pesquisa feita ainda este ano. Mas, porque ainda é tão difícil encontrar roupas acima do 38?  

O #NAREAL conversou com a Thayná, criadora da marca Chica Bolacha, para entender mais sobre a importância, evolução e tabus que permeiam no mercado plus size. Espia só:

#NAREAL: Como surgiu a ideia de criar a Chica Bolacha?

Thayná: Lá no começo dos anos 2000, com ajuda da minha mãe e também sócia, Rosângela, produzia peças alternativas e alegres. Até aí, o corpo das clientes não era uma questão. Mas a sacada de produzir tamanhos maiores partiu de uma percepção minha, ao ver que a marca estava deixando de atender uma parcela importante das consumidoras. A magra comprava minha roupa, a gorda não porque não tinha o tamanho dela. Vi que era injusto uma mulher gorda não poder escolher o que vestir.

#NAREAL: Você mesma cria as peças e as frases empoderadas? Como é o processo criativo?

Thayná: Sim, a criação de todas as coleções e estampas fica por minha conta, enquanto a modelagem e shaping são assinatura da Rosângela. Os cards e frases que divulgamos são de artistas que colaboram com a gente tanto em ilustrações quanto em conteúdo. Sempre buscamos trazer artistas femininas para divulgar seus trabalhos nas redes sociais.

#NAREAL: O mundo da moda ainda tem a necessidade de rotular a moda como convencional/plus size/feminino/masculino. O que você pensa sobre essas definições e o poder delas sobre a nossa autoestima?

Thayná: Espero que num futuro próximo a segmentação Plus Size não exista mais. Acredito que a moda deve servir à todas as mulheres, independente do tamanho do seu manequim. Se uma mulher é gorda, o estilo dela não é diferente da magra. Isso pra gente é muito óbvio.
A Chica Bolacha faz moda feminina e as mulheres são de todos os tamanhos. Por isso parece justo que a nossa grade possa abranger mulheres do 38 ao 60. Elas que escolhem o que irão vestir, não é a moda que decide.

#NAREAL: Representatividade. Qual a importância dessa palavra para você?

Thayná: Representar as diferenças nas campanhas é empoderador para todas as mulheres, mexe com a autoestima, com a aceitação e amor próprio. Na última campanha da Chica selecionamos 10 clientes para serem modelos da coleção, escolhemos cadeirantes, gordas, magras, negras, orientais... representatividade é tudo, tanto em uma empresa quanto na sociedade.

#NAREAL: A Chica tem um posicionamento superdescolado e autêntico, coisa rara quando se trata de moda plus size. Como foi a aceitação do seu público no início do projeto?

Thayná: Receio muitas pessoas ainda têm, mas é uma minoria. Quando surgimos, preenchemos uma lacuna da moda com identidade, personalidade e sem cara de vó. Porque antes tudo que se via era moda Plus Size com cara de senhorinha, sem cortes bacanas, sem estampa, sem ousadia.

Na Chica, a gente não pensa se uma gorda ou uma magra vai usar. Nós produzimos a roupa, o conceito e a cliente se sente respeitada por isso. Ela vê que a gente não se preocupa em esconder braço, por exemplo, então ela acredita que também não precisa se preocupar.
Antes de mais nada, respeitamos e empoderamos nossas clientes. Acredito que essa é a chave para um consumo mais honesto e mulheres mais confiantes.

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